Eflúvios de amor que se desencanam da alma
como asas de querubins
amassadas pelas correntes de ar
em papel pintado brincando nas nuvens
ando na pontas dos pés
para não acordar aquela velha paixão
num sono enregelado
num sono enregelado
uso as lágrimas para dar forma
ao prazer imenso de te escrever em versos
cordilheiras de versos que se esvaem
na correnteza do poroso rio
flácido E obeso de engolir lembranças
de um amor que não passou disso mesmo!
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