segunda-feira, 27 de junho de 2011
DAS DUAS ALMAS
Minha alma poética
tem cinéreos traços do sol poente
das incertezas E mágoas de um novo dia
A minha alma poética é incenso
bailando nas cordilheiras do destino
é pássaro que voa entre ramos dolorosos
A outra alma – aquela que me faz homem
reside à beira do lago das minhas lágrimas
ela vive em silêncio, é contemplativa
A outra alma – aquela que me faz homem
busca no tempo a redenção
E a mão de Deus para me guiar
Toda a alegria da minha alma poética
não passa de sobejos de tristeza
da outra alma – aquela que me faz homem!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
VENCIDO PELA DOR
Custa-me dizê-lo
mas sinto que fui vencido pela dor
E o inferno zela pelo meu castigo
que seja no cemitério dos desiludidos
enquanto a vencedora
cobre a alma de pergaminhos dourados!
Sinto uma dor, um nimbo corrosivo
corroendo-me as paredes da alma
minhas lágrimas incandescentes
de raiva E solidão
vão abrindo fósseis no meu rosto
por todos estes anos de inutilidade
agora só penso em dormir
E depois do sono? Que venha o abismo!
Que venham os braços da eternidade
E me levem por entre as nuvens!
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Poemas inéditos
a poesia escreve-se com letras conjugadas mas o bom da poesia está nos olhos de quem a interpreta