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segunda-feira, 16 de agosto de 2010


गोस्तो दे टी

Só de pensar na distancia entre nós,
caiem-me as lágrimas tristes pelo rosto
como um fluente rio inesgotável
cristais denodados que se perdem no tempo
E quando penso que jamais serás minha
rolam-se as lágrimas de sangue
de um coração consumido pela solidão


E se fores apenas uma nuvem passageira
um sonho por descobrir, um desejo por realizar
um livro por escrever
então as minhas lágrimas serão chuvas torrenciais
enchendo a terra de desgosto

Tu és a poesia que move E sorri
tu és a beleza escrita, esplendor de letras
que guia a minha inspiração

à espera




Presta atenção no que vou dizer
se amanhã eu não acordar
se esta noite for de um negrume eterno
diga a todos que eu morri de amor
sufocado nos secos ramos arborizados do meu pensamento
entre as letras do nome da minha amada
à espera do sol, de sal E do sul

Diz à minha amada que fui fiel
apesar das tórridas lágrimas ruborizadas
aos choros ameninados nas sibéricas madrugadas

a jornada dos frustrados chegou a mim
esfacelado na engrenagem do amor

Rendo-me ao revés da rejeição.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A POESIA

Dizem que ódio não é poesia
porque faz mal às pessoas
a poesia não pode ser uma palavra
assim como o bolo não é apenas fermento

A poesia é todo uma conjugação de letras
construção de frases que atiça o coração
a poesia está dentro de nós como um pássaro engaiolado
à espera que alguém o solte
a poesia não se aduba E nem se formula
a poesia acontece simplesmente.

Pôr-Do-Sol

Flor púrpura
azeite esmeralda cor do mar
manchas endoidecidas
silhuetas pensativas
de nuvens abertas nas folhagens flamejantes do meu ser
taças douradas entornadas de laranjas ardentes

cubro meus anseios
com o manto triste do crepúsculo
que absorve as luzes
gotas de calcium

pôr-do-sol
minhas pálpebras em declives
diagonais, impressionismos
bocados de mim em espirais
mirando o sonolento poema
solto no céu

pôr-do-sol
onde as palavras caminham em linhas frescas

não há tempo na eternidade
não há centros nos espaços em suspiro
(como o meu corpo treme!)
suspiro de lâmpadas do íris
como canta menina azul da esferográfica
sobre o muro de mágoas que pende meus dedos

pôr-do-sol
rúbrica ligeira
autografada no céu
pela natureza
a mãe de todas as coisas!

Vou-me

Vou-me no murmúrio dos mares
na doçura repentina
de ver tudo acontecer

quero ser-me sem recusas
colher minhas raízes de outras árvores

espero pacientemente
a minha vez

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Esplendor de Letras

Olhos de luz

Um quarto arejado
paredes em relva
execráveis
uma mesa, um planície de rendas
horizontes oblíquos
caio em folha seca
bebo a escuridão num trago
violento

um quarto inclinado
no silencio da alma
nos olhos de luz

um quarto
de átomos do meu corpo
grudados em intervalos

Quem eu amo
em cubos arredendados
no vértice da aboboda distorcida
palavras polaridas

como gostaria de estar dentro de mim
quando fecho a porta do quarto
E levo-me para fora
para junto de quem amo

A minha cama é um vale
que ondula
nos lençóis de água
do meu quarto de tempo

o meu quarto
um quarto de mim
em quarto crescente
na terra poída do meu rosto

não consigo viver longe de mim









Vou-me


Vou-me no murmúrio dos mares
na doçura repentina
de ver tudo acontecer

quero ser-me sem recusas
colher minhas raízes de outras árvores

espero pacientemente
a minha vez





Pôr-Do-Sol


Flor púrpura
azeite esmeralda cor do mar
manchas endoidecidas
silhuetas pensativas
de nuvens abertas nas folhagens flamejantes do meu ser
taças douradas entornadas de laranjas ardentes

cubro meus anseios
com o manto triste do crepúsculo
que absorve as luzes
gotas de calcium

pôr-do-sol
minhas pálpebras em declives
diagonais, impressionismos
bocados de mim em espirais
mirando o sonolento poema
solto no céu

pôr-do-sol
onde as palavras caminham em linhas frescas

não há tempo na eternidade
não há centros nos espaços em suspiro
(como o meu corpo treme!)
suspiro de lâmpadas do íris
como canta menina azul da esferográfica
sobre o muro de mágoas que pende meus dedos

pôr-do-sol
rúbrica ligeira
autografada no céu
pela natureza
a mãe de todas as coisas!

Poemas inéditos

a poesia escreve-se com letras conjugadas mas o bom da poesia está nos olhos de quem a interpreta