segunda-feira, 11 de outubro de 2010







Um Poema Para Jorge Barbosa

Estou olhando o teu retrato
velho poeta, mosaico de recordações
os teus lábios ainda segredam versos na «voz íntima»
os teus olhos, habituados a contemplar
os campos despidos de verde
ainda trazem a mesma mágoa
exarada nas páginas do «Arquipélago»


Apesar da tua figura totémica de homem culto
soubeste traduzir o sentimento do teu povo
abraçaste as ilhas com os teus versos incomensuráveis


Jorge Barbosa, poeta do povo E das ilhas
estoicamente, resististe à correnteza do maneirismo
exaltando a valentia dos teus irmãos
eternizando as qualidades da terra-mãe


A tua poesia é semente de amor
lançada no coração da gente
a tua poesia é pão E água
que sustenta a alma da gente
a tua poesia é sal que retempera a esperança
de um dia ver esta terra como um imenso paraíso


Obrigado, Jorge Barbosa
por tornar a minha vida menos penosa
com a tua doce poesia, «nau» que aporta as ilhas,
«clarim da tua manhã triunfante».

Poemas inéditos

a poesia escreve-se com letras conjugadas mas o bom da poesia está nos olhos de quem a interpreta